Filo, Teo e Psicologia

Somos feitos de poeira de estrelas:

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http://www.americaninfographic.com/

Since stardust atoms are the heavier elements, the percentage of star mass in our body is much more impressive. Most of the hydrogen in our body floats around in the form of water. The human body is about 60% water and hydrogen only accounts for 11% of that water mass. Even though water consists of two hydrogen atoms for every oxygen, hydrogen has much less mass. We can conclude that 93% of the mass in our body is stardust. Just think, long ago someone may have wished upon a star that you are made of.

http://physicscentral.com/explore/poster-stardust.cfm

Amor, Realidade ou Ilusão

(provando a realidade do amor…)

Espinoza por  André Martins

Uma ontologia, ou uma construção teórica, será metafísica ou não por outros
motivos, a saber: uma ontologia que busca explicações finalistas, cosmológicas, meta-biológicas,
além da imanência compreensível da realidade, é metafísica. Estas serão propriamente
especulativas, isto é, especularão sobre hipóteses, admitindo e apostando que podem existir para
além da realidade, digamos, sensível. Exemplos: a pulsão de morte não pode ser percebida,
senão como seu representante, a pulsão de destruição; a pulsão de vida não pode ser percebida,
a não ser por seu representante, a libido; existem forças cósmicas em ação no mundo, com
propósitos definidos, e elas lutam entre si; existe um finalismo nos organismos. São especulações
metafísicas. Seres míticos são metafísicos.Uma ontologia não-metafísica busca uma inteligibilidade, porém sem a criação de
hipóteses não verificáveis. Não porque cria hipóteses “verificáveis”, mas sim porque cria modelos
imanentes de compreensão, modelos heurísticos, modos de compreender e explicar os fatos sem lançar mão de explicações para além do físico, de finalismos, teleologias e inatismos.
Um exemplo de uma filosofia imanentista é a de Spinoza, que pensa o mundo,
filosoficamente, ou ontologicamente (ele não usa este termo), como constituído por uma única
substância. Essa substância é entendida como a matéria constituinte de todas as coisas. Ou seja,
ela não existe “em si”, mas, sim, constitui as diversas matérias e coisas que existem no mundo.
“Uma só substância” significa que nada existe fora dela. O real é um só. E é múltiplo, pois esta
substância, que a tudo constitui, constitui todas as coisas como modificações dela. Nada existe
que não seja modificação da substância, combinação de seus elementos; estes, por sua vez,
também constituídos integralmente dela – e nela, pois que não há um além da substância. A
substância, então, só existe de algum modo. Tudo o que há é modo de ser da substância; é modo
da substância. É o mesmo que dizer: só há um real, um mundo, o mundo sensível, e que somos
todos modos desse único mundo. Com esta proposta heurística, Spinoza nos permite
compreender que o grande Um de onde viemos não se opõe ao pequeno um que somos, pois o
grande Um é de fato uma matéria constituinte. Sendo assim, ao sermos descontínuos,
individuados, somos constituídos dessa mesma substância não-separável, ou seja, estamos
ligados às outras individuações. O mais importante é que não há uma oposição ou contradição
entre o descontínuo e o contínuo, a individuação e a substância, mas sim uma constituição
daquela por esta, isto é, o descontínuo é uma modulação do contínuo, que não deixa de ser
contínuo por isso. Somos, ao sermos descontínuos, modos do contínuo que nos constitui. Esta
coexistência de uno e múltiplo, da substância construindo as individuações, é o que em filosofia
podemos chamar de univocidade (idem).
Esse contínuo pode ser denominado vida, se preferirmos.
Em termos filosóficos, interessa perceber que se pode entender a relação entre
identidade e diferença de uma maneira não oposta, não contraditória e nem sequer dialética. Ao
invés de se pensar uma força que puxa para a morte versus uma que puxa para a vida, uma
indiferenciação contra uma diferenciação, e assim, necessitar imaginar entidades metafísicas para
explicar a existência dessas forças, supondo então uma síntese dialética em que a contradição
entre morte e vida, ódio e amor permaneça como ambivalência em cada um de nós, como uma
natureza misteriosa e inevitável;
ao invés disso, com Spinoza podemos pensar de modo mais
econômico, em um só movimento intrínseco à substância (movimento que Spinoza chamou de
conatus e a quântica chamou de spin), gerando os modos, suas modificações. Não se trata de um
monismo das pulsões, nem de uma “bondade” natural, mas de um movimento intrínseco que não
é nem bom nem mal, e que gera a transformação como constituinte dessa substância.
Transformação quer dizer: nem vida nem morte; senão relativamente, isto é, o que é vida em
mim é fruto da transformação, assim como o que é morte. Assim, o que é morte em mim na
verdade não é morte, mas está se transformando em novas coisas, em novas vidas. As mortes
são recriações. Mais que isso, não há propriamente morte e vida, sucessivas, uma engendrando a
outra, mas transformações contínuas, modificações contínuas. O organismo não tende a voltar a
lugar nenhum, ele está todo o tempo se transformando – ou seja, vivendo.
Assim talvez possamos entender melhor o caráter não-metafísico desta proposta
ontológica.
Não há vida fora do tempo, não há vida como estado, como conquista orgânica; só há
vida dentro do devir, no movimento da vida em geral. Vida é sinônimo de movimento.
Pensar vida e morte a partir de forças míticas ou cosmológicas é uma invenção metafísica, pois somente se
pode falar de morte dentro da transformação em geral, como morte relativa a um indivíduo que
deixe de existir como tal, isto é, que se transforme a tal ponto que vai virar, por exemplo, terra,
que se transformará em planta, que com o tempo geológico virará pedra, que, por sua vez, virará
terra, e planta, que alimentará animais, etc.. Resumindo: cosmicamente, há transformação.
Individualmente, há transformação também, sendo que quando essa transformação desfaz o
indivíduo, dizemos que ele morreu – até então, as mortes são sempre também vida, sem
oposição entre uma e outra.
4. Univocidade e psicanálise
Com Spinoza, portanto, só podemos pensar em falta, por exemplo, se idealizarmos
uma não-falta inexistente, assim como só podemos pensar em completude se idealizarmos uma
não-completude. Se entendermos que só há um real, só há o aqui e agora imanente, podemos
entender o conflito psíquico não mais como fruto de uma dicotomia entre o desejo do id que
destrói e o desejo do superego que reprime e recalca, ou entre a paixão-impossível, que destrói,
e o amor-possível, que decepciona.
Se há um só movimento, a agitação psíquica (o conflito ambivalente sendo um caso
específico da agitação) pode ser entendida como fruto da descontinuidade do indivíduo. Mas,
como vimos, essa descontinuidade é também continuidade. Podemos, assim, entender que o que
buscamos no outro – seja na paixão, em que há idealização e passividade, seja no amor, em que
pode haver aprovação da realidade e atividade – é reencontrar, no mundo descontínuo, a
continuidade que nos constitui. Dito de outra maneira, buscamos uma união com a vida, através
da relativa união com o outro.
Deste modo, o amor deixa de ser pensado como uma ilusão; ao contrário, podemos
entender que ao me associar intimamente com o outro, não estou tentando destruí-lo, nem ele a
mim, mas fazendo com que esta união aumente a potência de agir – um termo de Spinoza – de
um e de outro.
A univocidade permite pensar o amor como uma associação de dois modos da
substância de maneira não a formar “um”, nem a fazer um “contrato”, mas de modo a vivenciar
esta relação aparentemente paradoxal de univocidade em que um e outro são como duas
individuações deste conjunto formado. Como dois quanta separados e juntos, e ligados. Se assim
o for, e assim o é muitas das vezes, um não subsume o outro, impondo-se a ele, nem tampouco
estão separados.
Estão separados e juntos.
E só assim é propriamente amor.
O amor não necessariamente diminui a potência de agir dos enamorados, mas, ao
contrário, é amor e dura somente enquanto aumentar a potência de agir de um e de outro. É
neste sentido que Spinoza o define:
“amor é a alegria que acompanha a idéia de uma causa exterior” (1675, III, def. 6),
sendo a alegria o sentimento que provém da passagem de uma menor a uma maior perfeição (1675, III, def. 2),
isto é, do aumento de nossa potência de agir.
Assim, amamos os entes que nos trazem alegria, ou melhor, com os quais sentimos alegria, junto
aos quais aumentamos nossa potência de agir e de pensar. A potência aumentada vem da própria
pessoa, ou ainda, da substância, da vida, em nós. Essa alegria que temos por uma causa exterior
é variação de uma alegria de viver, assim como o amor por esta causa exterior é uma variação do
amor à vida, amor fati nos termos de Nietzsche, que é, ao mesmo tempo, sem contradição ou
ambivalência, amor a si próprio (e não somente ou não necessariamente à sua imagem), amor ao
outro e amor à vida.
O amor potencializa o que me constitui, acalma minha descontinuidade, ajudando-me,
assim, a sentir-me junto à continuidade da vida, sem que – e este é o ponto importante – eu
me sinta anulado por isso, como seria no sentimento oceânico, por exemplo. Ao contrário, a
continuidade com a vida como um todo aumenta minha potência de vida individual.

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Real ! e também mortal….

Achava que era lenda, né? Mas não é: dá mesmo para morrer de amor. Quem diz é o cardiologista inglês Alexander Lyon, do Imperial College, em Londres.
A dor de amor tem até um nome, chama-se Cardiomiopatia de Takotsubo. É uma espécie de infarto, só que sem nenhuma artéria bloqueada. Pacientes com sinais de cardiomiopatia sentem dores no peito e os exames de eletrocardiograma mostram as mesmas mudanças. “O angiograma mostra que a principal câmara de bombeamento do coração tem uma anormalidade peculiar e diferente: falha em contrair e aparece parcialmente ou completamente paralisada”, explicou Lyon, no site The Conversation.
Suspeita-se que a síndrome do coração partido tenha um culpado: a adrenalina, um hormônio de resposta ao estresse que prepara o corpo para correr ou lutar. Em níveis médios, a adrenalina acelera o coração, a fim de deixar o organismo preparado para um esforço físico extra. Só que quando a dose de adrenalina está muito mais elevada do que deveria, o efeito é contrário. Os batimentos cardíacos começam a diminuir e os músculos do coração podem ficar temporariamente paralisados.
E esse mal acomete algumas das pobres pessoas que tiveram o coração partido. Mas, fiquem tranquilos, é só um mecanismo do corpo para lidar com o excesso de estresse – e, embora a fase inicial seja perigosa, os riscos de morrer são baixos.

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Rio de Janeiro, Julho/2013 – Fé,  Outro Amor…

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ASSISTA:

Das estrelas até os átomos!

Uma viagem com distâncias que só podem ser entendidas por notações científica:
começa a 10 milhões de anos luz (10²³m) e termina na Terra a 10-¹7m.: macro_micro

Sensacional

Incrível

Incrível  

Filosofia

Nietzsche e Spinoza por André Martins

Psicologia – Presença

Ao tornar-se consciente de como nos desconectamos do presente, aprendemos que nós mesmos criamos sofrimento mental desnecessário e como acabar com esse comportamento limitante. Igualmente importante, aprendemos a desenvolver uma capacidade saudável e produtiva para enfrentar e integrar até mesmo os nossos sentimentos mais ameaçadores. Desta forma, alcançamos clareza mental e liberdade emocional.

“Numa sociedade rápida, as emoções lentas se tornam extintas. Uma mente pensante não pode sentir. Emoção é uma experiência que acontece nos espaços entre os nossos pensamentos. Se não há espaços, não há emoção. Hoje as pessoas estão pensando o tempo todo e confundem pensamento (palavras/linguagem) com emoção. Vai chegar um tempo em que não haverá mais espaços entre os pensamentos e as pessoas serão incapazes de experimentar ou mesmo tolerar esses espaços. A emoção morrerá. O homem vira a máquina.”

Clarice Linspector

 

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