Inteligência Emocional

 

Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

 Em 1983, Howard Gardner, em sua teoria das inteligências múltiplas, introduziu a ideia de incluir tanto os conceitos de inteligência intrapessoal (capacidade de compreender a si mesmo e de apreciar os próprios sentimentos, medos e motivações) quanto de inteligência interpessoal (capacidade de compreender as intenções, motivações e desejos dos outros). Para Gardner, indicadores de inteligência como o QI não explicam completamente a capacidade cognitiva. Assim, embora os nomes dados ao conceito tenham variado, há uma crença comum de que as definições tradicionais de inteligência não dão uma explicação completa sobre as suas características.

Na década de 1990, a expressão “inteligência emocional”, tornou-se tema de vários livros (e até best-sellers) e de uma infinidade de discussões em programas de televisão, em escolas e mesmo em empresas. O interesse da mídia foi despertado pelo livro “Inteligência emocional”, de Daniel Goleman, redator de Ciência do The New York Times, em 1995. No mesmo ano, na capa da edição de Outubro, a revista Time perguntava ao leitor – “Qual é o seu QE?” – apresentando um importante artigo assinado por Nancy Gibbs sobre o livro de Goleman e despertando o interesse da mídia sobre o tema. A partir de então, os artigos sobre inteligência emocional começaram a aparecer com frequência cada vez maior por meio de uma ampla gama de entidades académicas e de periódicos populares.

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A Guerra da Arte

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A Última Palavra sobre Autoestima

L. Michael Hall, Ph.D.
Eu nunca escrevi um artigo sobre “a última palavra sobre” alguma coisa. Nunca. Sobre coisa alguma.

Mas agora estou corajosamente me arriscando a fazê-lo. Sei que é muita audácia. Sei que é talvez um ato de audácia excessiva, mas deixarei que você seja o juiz disso quando tudo for dito e feito. Então, sobre esse estranho e ilusório estado de auto-estima, sobre esse prêmio altamente desejado e esse assunto tão pobremente compreendido, penso que posso escrever a última palavra sobre ele. Pelo menos isso é minha esperança. Não minha expectativa, apenas minha esperança. Então, se você está pronto para a jornada, vamos lá.

Desmistificando as Confusões da Autoestima

Primeiro vamos ter que fazer uma grande desmistificação do termo em si. E as confusões são muito grandes. A maioria das pessoas confundem auto-estima com auto-confiança. E se não fazem esse erro, fazem um outro. Confundem auto-estima com sentirem-se bem a respeito de si mesmas ou sentirem um sentimento de dignidade a partir das recomendações e aprovações dos outros. No entanto, nenhuma dessas descrições se refere a auto-estima.

A chave, claro, é o verbo estimar. Estimar algo é fazer uma avaliação. Refere-se ao valor que atribuímos a alguma coisa ou a alguém. É aquilo que faz um avaliador de casa, um avaliador de jóias, um avaliador de quadros, uma valiador de antiguidades, etc. Então, estimar quando aplicado ao self, refere-se a nosso senso de valor pessoal.

OK, comecemos então por aí. Quanto você vale? Qual é o valor de um ser humano? Seu valor humano sobe e desce como fazem as ações na Bolsa de Valores? Você precisa de verificar no fim do dia em seu ‘auto-mercado’para ver como você se saiu e se seu valor aumentou ou diminuiu ao longo do dia?

Agora, se você vai responder à pergunta, “Qual é o valor de um ser humano?” você tem de aplicar alguma espécie de escala, algum padrão, e algum critério. Então, qual é o seu padrão? Como devemos fazer a avaliação a respeito do valor de um ser humano? Vejamos… culturalmente existem muitos critérios que podemos usar. Podemos usar aparência, cérebro, realizações, força física, dinheiro, marca das roupas, moda, inteligência livresca, rapidez de raciocínio, fluência verbal, amizades, popularidade, e assim por diante.

Então, o que você pensa? Deseja usar algum desses critérios para julgar e avaliar o valor de si mesmo, dos outros, dos seres humanos em geral? Se você fizer isso, então o valor dos seres humanos será condicional. E isso é o que a maioria das pessoas fazem. Elas avaliam a si mesmas e aos outros com base em resultados alcançados, em dinheiro, em idade, em aparência, em força física, etc. Claro, quaisquer condições que você use para fazer sua avaliação coloca você numa rotina entediante – uma rotina de condicionalidade de tal modo que as pessoas não têm valor por si mesmas, mas somente quando satisfazem certas condições.

Existe uma alternativa. Ao invés de fazer nossas avaliações com base em condições temporais, em condições que podem ir e vir, que mudam, que não perduram, e que podem ser tiradas de nós, podemos fazer a avaliação do valor humano como incondicional. Podemos fazer uma declaração de que as pessoas já têm valor; valor e dignidade, e que operam a partir dessa avaliação.

Por que não? Por que não começar de um valor incondicional de tal modo que sua pessoa como um ser humano não tenha um indicador flutuante de valor, mas que seu valor seja um dom, um valor inerente, e portanto um valor seguro? Estou falando agora de você como uma pessoa, como um ser humano. E isso é diferente de você como um performador, como um fazedor, como um realizador; diferente de você em termos de todos os vários fatores e facetas de sua vida: aparência, energia, saúde, carreira, dinheiro, idade, etc. Todas essas coisas são condicionais e você pode avaliar como está se saindo em qualquer desses domínios usando os padrões que e quando prefere usar, mas isso corresponde a uma outra faceta sua. Aqui você tem sua confiança em si mesma nessas áreas.

Você tem sua autoconfiança em ganhar dinheiro, em fazer amigos, em resolver problemas, em se relacionar com seus vizinhos, em impressionar as pessoas com seu conhecimento, com sua aparência, com sua sexualidade, e com milhares de outras coisas. Isso é autoconfiança, não é autoestima.

Então aqui está a primeira desmistificação. Auto-estima se refere à pessoa e auto-confiança refere-se ao que você pode ou não fazer. Refere-se a você como um fazedor humano, não como um ser humano. É condicional. Ao passo que auto-estima funciona melhor como incondicional.

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Segunda Desmistificação

Somente você pode autoestimar a si mesmo. Daí porque é autoestima. Não é outros-estima; isso é os outros gostando de você, valorizando você, apreciando você, aprovando você. E embora todos gostemos disso, temos visto e ouvido numerosos astros de cinema, da música, milionários, e outras pessoas que “tinham tudo” – tudo de fama, de prosperidade, de reconhecimento que uma pessoa poderia desejar (outros-estima), mas porque não aplicaram ao self e não se engajaram na auto-estima, acabaram se suicidando.

Então, somente você pode estimar a si mesmo. E dado que é uma avaliação que você faz em sua mente, você pode estimar a si mesmo e dar a si mesmo elevada auto-estima em qualquer momento que você assim escolha. Você não tem que esperar por nada. Na verdade, não há nenhuma razão para esperar. É uma declaração. É uma decisão. Se você deseja um senso saudável de self, comece aqui. Distinga, por um lado, entre sua decisão e sua declaração de que você é valioso, de que você é alguém, de que você nasceu um ser humano, e, por outro lado, o esperar pelos sentimentos de valor, de dignidade, de mérito, oriundos dos outros. Eles virão, mas tipicamente levará algum tempo. Nesse ínterim, celebre a si mesmo como tendo valor e importância. Recuse e recuse teimosamente ‘pôr o seu eu na reta’ e voltar a ter um auto-olhar condicional. Nesse meio tempo, comece a atualizar todos os seus mapas mentais sobre seus conceitos de self. Mapeie que você já é Alguém e que não precisa provar nada. Crie uma crença mental de que sua vida inteira agora é para ser vivida como uma expressão de sua condição de Alguém que você é.

Fazer essas coisas tira sua auto-estima da reta, de tal maneira que ela não pode ser subtraída de você ou mesmo questionada. Agora ela é inquestionável. É simples. Quando você não faz isso, será tentado a personificar as coisas, a se sentir um ninguém, e a sentir que tem que provar a si mesmo a fim de ter o direito de viver e mesmo de ser. Pare com esse absurdo. É semi-são e pode torná-lo insano. Isso o tornará reativo, defensivo, e suscetível.

Todos os dias pratique refrescar seu mapa mental de que você é uma Pessoa valiosa e que, como um self vivente e sagrado, você é inatamente valioso, importante, e tem uma dignidade como membro da raça humana.

Diga para si mesmo:

“Eu já sou Alguém”
“Não tenho nada a provar, mas tudo a experienciar”

Repita essas palavras até acreditar nelas, e as envie como comandos para seu sistema nervoso (veja “The Magical Nature of Befiefs” em http://www.neurosemantics.com).

Fazer isso o libertará para ser e tornar-se você mesmo, para explorar e desfrutar o que a vida tem a lhe oferecer. Paradoxalmente, o mobilizará de tal modo que você conseguirá ir além de si mesmo e transcenderá o seu ego. Então você constatará que a vida é maior do que você e conseguirá experienciar aquilo que chamamos vida. Com esse auto-estimar-se no lugar, você será capaz de explorar seu potencial; poderá abrir-se numa maneira responsável para amar, para aprender, e para se desenvolver. Poderá ser mais cuidadoso e amável nos relacionamentos, não-defensivo em relação a seus erros e à sua vulnerabilidade, e mais criativo em suas habilidades e paixões. Quando o ego não está na reta, você não tem que provar nada.

Agora o tema Autoconfiança

Autoconfiança difere de auto-estima pelo fato de não se refere a você enquanto pessoa, mas àquilo que você pode fazer – suas competências, suas habilidades, e suas realizações. Ao contrário da auto-estima que é incondicional e um dom, a auto-confiança é completamente condicional. Você tem que desenvolver habilidades e ganhar o direito de dizer que tem confiança, de que pode fazer algo. Você ganha autoconfiança usando seus dons e tornando-se competente naquilo que você pode fazer e realizar. Se você alega autoconfiança em relação a alguma coisa na qual você realmente não é habilidoso e competente, estará enganando a si mesmo. Você pode se sentir bem, mas sua confiança é enganosa. É falsa.

Uma autoconfiança acurada está baseada em sua fé em (“con” e “fideo” fé) si mesmo, fé em que você pode levar a efeito algo apesar das dificuldades e de fato realizar esse algo. Claro, todos nós temos forças e fraquezas. Temos aptidões e predisposições nas quais podemos mais facilmente ser bem sucedidos e outras em que não podemos. Jogar com nossas forças nos capacita a encontrar aquelas áreas e tarefas nas quais temos uma natural disposição e podemos nos tornar altamente habilitados e contribuir mais. Isto é um segredo-chave para sucesso na vida.

E o que dizer sobre Força-do-Ego?

A palavra ego refere-se simplesmente a self. Isso é tudo. Ela significa e é traduzida do grego como “eu” ou “mim”. Em si mesma a palavra ego é neutra e não carrega conotações positivas ou negativas. Assim, força-do-ego é a força e a energia que você tem dentro de você – em sua mente, em suas emoções, em seu corpo, em seus relacionamentos, em suas habilidades, etc. que lhe permitem fazer face à realidade tal qual ela é e lidar com ela de uma maneira eficaz. Sem força-do-ego você desaba, desiste, ou adota respostas defensivas tipo luta/fuga. Nós desenvolvemos força-do-ego como parte do processo de crescer e desenvolver. Chamamos isso desenvolvimento sadio do ego. Isso, porque nascemos sem um ego. Então, à medida que nosso senso de selfse desenvolve quando crescemos, começamos a desenvolver uma certa força em nossa competência de fazer face à realidade. No começo nosso ego era muito fragil. Não tínhamos força-do-ego. Isso leva tempo para se desenvolver.

Um ego frágil nos leva facilmente a nos tornarmos ego-envolvidos nas coisas. Nosso pensamento da primeira infância nos tornava muito egocêntricos. Isso não é uma descrição moral, mas uma descrição de como era pequeno nosso mundo. Ele girava inteiramente em torno de nós mesmos.

Aí está! Aqui está a última palavra sobre auto-estima. Sim, você terá que se manter distinguindo a si mesmo como um ser humano e como um fazedor humano e, dependendo de seus velhos hábitos mentais e emocionais, você pode ter de fazer isso diariamente durante um mês ou mais. Todavia, se você fizer, na medida em que você corrige seu diálogo interno sobre seu “valor” e começa a sacralizar a si mesmo como um ser humano inerentemente e incondicionalmente valioso que nada tem de provar mas tudo a experienciar – você incorporará o sentimento de dignidade de modo a senti-lo em cada célula e fibra nervosa, e ele será sua orientação básica no mundo.

Faça isso e você ganhará o jogo interno da auto-estima, e então o jogo externo de viver com dignidade e com valor pessoal será um ‘café pequeno’. O jogo externo de se sentir como um ser humano de valor inato é vencido no jogo interno. Aqui está para seu melhor jogo interno!

Autor
L. Michael Hall, Ph.D. é um psicólogo cognitivo-comportamental que se tornou um modelador da excelência, da perícia e da auto-realização humana usando os modelos da PNL e da Neuro-Semântica. Ele criou o campo da Neuro-Semântica com o desenvolvimento do Modelo Meta-Estados e é atualmente o diretor executivo da Sociedade Internacional de Neuro-Semântica.

Inteligência Emocional

Inteligência Social – Quanto mais conectados emocionalmente estivermos com alguém, maior será a força mútua.

 Durante os anos 70 e 80, um grupo de cientistas americanos, liderados pelo psicólogo Howard Gardner, desenvolveu uma pesquisa em cognição humana mantida pela Universidade de Harvard. Esse projeto queria demonstrar e demonstrou que a escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a linguística, como é mais comum. Esse conhecimento e essa prática, com o tempo, foram transportados para o mundo corporativo.

Essa apropriação de ideias, essa migração de um universo para outro fez surgirem novos pesquisadores com interesses um pouco diferentes do projeto original e das ideias primeiras de Gardner e seu grupo. Daniel Goleman, também psicólogo, doutor por Harvard e professor da instituição, refletiu sobre a possibilidade da existência de uma inteligência emocional, ideia que evoluiu para os estudos de uma inteligência social, ou seja, o homem, enquanto espécie, é um ser estruturado para ser gregário ou conectado para usar uma expressão do século XXI.

Segundo o professor e conferencista americano, a neurociência descobriu que a estrutura concreta de nosso cérebro o torna sociável, independente de nossa vontade, ele nos leva a uma íntima conexão cérebro-a-cérebro sempre que nós interagimos com outra pessoa. “Esta ponte neural nos permite ‘atritar’ nosso cérebro, e assim o corpo, com todo mundo com que nós entramos em contato, da mesma maneira que eles fazem conosco. Mesmo nossos mais rotineiros encontros são regulados no cérebro, iniciando emoções em nós, algumas agradáveis, outras não. Quanto mais conectados emocionalmente estivermos com alguém, maior será a força mútua”, ele sentencia.

Uma vez entendido isso, poderemos trabalhar a forma como nos relacionamos e aprender mais com os resultados de nossas relações como se fôssemos cobaias de nós mesmos. Entendemos nossas interações poderemos aprender a regular nossas emoções decorrentes delas. Viver em grupo implica poder se relacionar com as pessoas sem que cada contato físico ou emocional seja um tormento para os membros dessa comunidade. Quanto mais pudermos entender como as emoções resultantes desses encontros podem ser trabalhadas, mais proveitosos serão os resultados das tarefas produzidas por esse conjunto de pessoas.

Nossos sentimentos resultantes de relações com o outro podem ter consequências de longo alcance, podem se esgueirar através de nossos corpos, afetando a produção de hormônios que regulam os sistemas biológicos e imunológicos. A descoberta de Golemam  então nos dá  uma conclusão surpreendente: tudo que resulta de nosso contato com as outras pessoas do círculo em que vivemos nos afeta não só emocionalmente, mas também biologicamente, o que a longo prazo pode ter consequências imprevisíveis. Um mal relacionamento pode nos fazer imunologicamente mais fracos e, via de consequência, mais vulneráveis a ataques biológicos externos.

O que parece que nos sobra disso é tentar entender a nós mesmos, não só enquanto lidamos com as nossas emoções, internamente, mas também com como nos relacionamos com o outro. Viver em grupo não só é uma necessidade cada vez mais imperativa como pode mudar a forma como seremos biológica e psicologicamente no futuro. Segundo o psicólogo, nós nos percebemos por intermédio das somas totais dos membros de um grupo, criamos assim um ao outro. Líderes e liderados precisam reconhecer e aceitar isso. Possuir inteligência social, portanto, é um imperativo de ordem par ao sucesso profissional no século XXI: ou aprendemos a nos relacionar e galgamos postos, posições e aliados ou continuamos a caminhar sozinhos e vemos a luz do nosso horizonte cada vez mais distante, até virar um ponto indefinido numa imensidão inalcançável.

 

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