Porque o primeiro registro é a devastação florestal em Rondônia


 

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AUTOLIDERANÇA – Acessando o Gênio Pessoal (AGP)
 
Palestra Gratuita – FLAMENGO
O Autoliderança (AGP) é um curso de 3 dias que apresenta o Modelo dos Metaestados, uma ferramenta-chave para acessar o nosso estado de gênio pessoal. Um estado em que se está totalmente focado na atividade em questão com todos recursos disponíveis (estado de fluxo ou de alta performance). 
 
No AGP, você irá conhecer mais de 10 padrões que compõem os pré-requisitos para desenvolver seu gênio pessoal. Além disso, aprenderá a mudar rapidamente crenças limitantes e como entrar na matriz de sua mente aumentando seus estados de recurso. 
 
Com o Curso AGP você vai:
– Criar um estado mental de aprendizagem acelerada
– Expandir a criatividade para resolução de problemas
– Melhorar a autoestima
– Eliminar pensamentos que criam problemas
– Desenvolver bons relacionamentos
– Ampliar a criatividade e aprender a “pensar fora da caixa”
– Desenvolver o foco de um estado de gênio
Datas e locais
  • FLAMENGO
  • Data de início:11 de Fevereiro de 2015 (Quarta-feira)
  • Data final:11 de Fevereiro de 2015 (Quarta-feira)
  • Duração:1:30h
  • Horário:19:30 às 21:00
  • Local:INAp – Praia do Flamengo, 278 / 2º andar – Rio de Janeiro
Trainers
Noemi Coelho

  • Master e Trainer em Programação Neurolinguística (PNL) pelo INAp
  • Master Coach  Premium pelo IFC – Instituto de Coaching Financeiro
  • Meta-Coach (p) e Team Leader pela ACMC e Dr. Michael Hall PhD
  • Group and Team Coach by Dr. Michael Hall PhD
  • Neuro-Semantics/NLP Trainer – Member of The International Society of Neuro-Semantics
  • 25 anos como Assistente Social da Caixa Econômica Federal
  • Coach de vida e carreira
Compareça, aproveite!
Seja bem vindo
Abraços
Noemi
98191-0879

Descrição: Primeira turma de aspirantes mulheres ingressa na mais tradicional escola militar do país

Ao ver a foto da jovem aspirante já com o uniforme branco me emocionei. Uma delas escreveu um dos textos mais belos e atuais que li ultimamente. Não é apenas sobre Marinha, mas sim sobre o Brasil. Com a permissão da autora, Sra. Carla Andrade, encaminho o texto. 

Uma Foto e Vários Sentimentos 

De todas as transformações que o nosso país enfrenta, não tenho dúvida que a pior delas é inversão de valores. Não estou falando dos atores, mas da plateia. Quem determina o sucesso de um espetáculo é o público. Por melhor que sejam os atores e o enredo, se o público não aplaudir, a turnê acaba. Nós somos a sociedade, nós somos a plateia, nós dizemos qual o espetáculo deve acabar e qual precisa continuar. Se nós estamos aplaudindo coisas erradas, se damos ibope a pessoas erradas, de que estamos reclamando afinal?   Somos nós que continuamos consumindo notícias de bandidos presos e condenados.   Somos nós que consumimos notícias de arruaceiros que ganham mesada para depredar o nosso patrimônio. l Somos nós que damos trela para beijaços, toplessaços, marcha de vadiaças, dos maconheiraços, dos super-heróis que batem ponto em “manifestações” (e que gostam de cozinhar-se dentro de uma fantasia num sol de 45 graus), e todos os tipos de histéricos performáticos que querem seus 15 minutos de fama.   Quando fazemos isso, estamos dando-lhes valores que não têm. Estamos dando-lhes atenção. Estamos dedicando-lhes o nosso precioso tempo.   Passou da hora de dar um basta nisso!   Por que os nossos jornais estão recheados de funkeiros ao invés de medalhistas olímpicos do conhecimento?   Por que vende-se mais jornal com notícia de um funkeiro que largou a escola por já estar milionário, do que de um aluno brilhante que supera até seus professores?   Por que sabemos os nomes dos BBBs e não sabemos os nomes dos nossos cientistas que palestraram no TED?   Por que muitos não sabem nem o que é o TED? Ou Campus Party?   Por que um evento histórico para o Brasil como o ingresso da primeira turma feminina da Escola Naval não é noticiado?   Por que um monte de alienadas com peitos de fora, merecem mais as manchetes do que as brilhantes alunas, que conquistaram as primeiras 12 vagas, da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil?   Por que nós continuamos aplaudindo a barbárie, se ainda temos valores?   O país não mudará se nós não mudarmos o foco!   Os políticos não mudarão se nós não refletirmos a sociedade que queremos!   Já passou da hora de nos posicionarmos!  

   TED = Technology, Entertainment, Design. Evento em que cada apresentador tem um máximo de 18 minutos par expor uma idéia. Grandes cientistas, cineastas e pensadores já apresentaram suas idéias nesse evento.Campus Party é considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo.    

01/04/2014

Eu vi o DOI-Codi.
Não sabia de verdade mas percebi, senti, busquei informações, ouvi. No ar, no escuro dentro dos muros, no silêncio de morte. Eu vi.
Era criança, 10, 11 anos, passava na frente daquele quartel grande que ainda existe no mesmo lugar na Tijuca, no Rio, para ir ao clube. Sabia que era importante não só porque era grande, sabia que era mais que isso.
Porque mesmo depois de tanto tempo passando ali, o silêncio continuava, a quietude era anormal. Nem passarinhos cantavam ali.
A curiosidade atiça a percepção, comecei a prestar atenção em tudo, comentários, notícias. Com 11 anos é possível em silêncio e sem alarde saber claramente o que acontece na sua frente.
Claramente . A energia estava no ar, o som da morte, aquele silêncio tão horrível, o ar pesado das ondas de dor e martírio que aconteciam ali. Aquele escuro nos cantos, nas pontas . Ninguém andava por ali. Essas ondas mantinham as pessoas afastadas, o silêncio inumano. Uma vez pensei nisso, como não ouvimos nada do que acontece aqui? Depois vi já tinha ouvido, através do silêncio, das ondas de energia ruim empurrando seres, animais e pessoas para longe. Era tão pesado que dava vontade de crispar o rosto ao passar lá. Não se atreva a dizer que estava impressionada. Além dos pássaros, do escuro, do peso do ar, também havia o rosto dos militares. Nada tinha vida ali.
Depois da “abertura’, muitos anos depois, li todos os livros e escritos que pude, assisti a todas as peças teatrais que foram finalmente encenadas – Papa Higirte, inúmeras, maravilhosas, Oduvaldo Viana Filho, Vianinha.
Muitas vezes agradeci ser criança naquele tempo. Se fosse mais velha teria me juntado aos que lutavam contra a ditadura, com toda certeza. Claro. Não havia outra coisa a ser feita!
E quando lemos e sabemos a descrição das torturas aplicadas às pessoas, penso no que vi, não posso aceitar, me calar, quando ouço dizerem voltem os militares. Respeito militares, de carreira, nada contra. Essas pessoas querem a volta do governo forte, do cabresto, eu nem consigo pensar direito.
Que mal foi feito à essa nação pela ditadura!
Temos hoje uma educação miserável, uma modificação implementada na ditadura, que minha mãe, professora, formada em escola normal, participou do protesto possível em 1969 contra – a reforma do ensino. Nunca mais, nunca mais tivemos educação de qualidade. Aquela que incluía cantar o Hino Nacional, a matéria Educação Moral e Cívica, o boletim, a forma para entrar, professores respeitados e profundamente comprometidos com a educação, nunca mais.
Temos uma enorme falta de educação, falta de responsabilidade geral de todos, ninguém responde pelo que faz, um país “perdido” no tempo (o futuro já passou) e no espaço, um povo que se abandona , um governo com uma liderança incapaz de conduzir o país . Isso não é fruto da incapacidade dessa nação de se recuperar da ditadura?
Não é mais uma vez a escolha de “ridículos tiranos”, e penar por mais 20 anos? Uma vez ouvi dizer que para se recuperar de uma ditadura um país precisa de 3 gerações. Estamos na 3ª. Geração, ano passado fomos um milhão de pessoas nas ruas, em paz, para pedir melhor saúde e educação. A geração da mudança mostrou sua cara, e todos vimos.
Perfeito que no país do futebol se proteste contra o excesso de ganância das instituições que empresariam o futebol e transformam o espetáculo num grande negócio, onde cada milímetro tem seu preço – só nós podemos, perfeitamente, fazer esse protesto com moral de campeões, de peladeiros, de apaixonados pelo esporte. Há uma linha de anúncios na televisão em que diferentes celebridades falam de experiências de torcida, alegria e deslumbramento com Copas do Mundo anteriores, quando pintávamos as ruas, as caras, as casas e os corações de verde e amarelo. Não há espaço para isso agora… Os espaços são ocupados, e o verde-amarelo tem já definido o seu. MESMO. Por uma Lei Geral .
Li um artigo de um belga nos agradecendo por fazer isso, mostrar ao mundo o quanto os cartolas estão errados no que estão fazendo. E nós, um país subdesenvolvido, não nos curvamos a isso. Merecemos agradecimentos e ele escreveu isso.
Perfeito que tenhamos a honra, a hombridade e a garra de reclamar contra tudo isso, e que peçamos o que é importante no lugar certo. O esporte no lugar do esporte, o governo no lugar do governo, saúde e educação como serviços a serem prestados. É a geração que pode fazer a diferença na recuperação da ditadura. Que vença aqueles que querem um governo forte. Que esses percebam sua responsabilidade na mudança da situação que não gostam.
Rio, 1/4/2014