inveja

INVEJA – O Pecado Brasileiro

Mal Secreto, livro do escritor Zuenir Ventura, sobre a inveja, relata a pesquisa do IBOPE- Instituto Brasileiro de Pesquisa, de opinião pública sobre a inveja. Zuenir conta de forma brilhante e encantadora esse processo, como o das entrevistas da sua pesquisa pessoal, oferece relatos de histórias humanas incríveis, viu e participou de fatos peculiares interessantíssimos – jornalista que é. Feita de 17 a 22 setembro de 1997, exclusiva para o autor, desnuda a realidade da inveja no Brasil – o pecado brasileiro, como pode-se comprovar:

“Pesquisa de opinião pública sobre os 7 pecados capitais’
Total – 2000 entrevistas
Universo pesquisado: população do Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul, capitais e interior,
Municípios de até 20 mil habitantes, de 20 a 100 mil, e de mais de 100 mil habitantes.
Grupos de idades de 16 a 24 anos, de 25 a 34anos, de 35 a 44 anos, de 45 a 54 anos e 55 ou mais.
Classificação econômica: Classe A1 e A2, Classe B1 e B2, classe C e classe D/E

Para perguntas espontâneas, “quais são os 7 pecados capitais”, mais de 80% não conheciam ou não souberam nenhum.(!)
Quando os pesquisadores mostraram as cartelas com os 7 pecados capitais e perguntaram “quais deles conhece ou lembra?”
73% reconheceram inveja. A preguiça 59%, a ira 48%, a gula 45%, a luxúria 39%, a soberba 37% e a avareza 30%.
Com que freqüência praticavam , se é que praticavam, cada pecado, com as opções: freqüentemente/de vez em quando/raramente/nunca
83% nunca cometeram pecado da inveja,;1% freqüentemente;7% de vez em quando;7%raramente
Os aspectos que causam inveja:
34% sucesso (pessoal ou profissional); 25% bens materiais (casa, carro); 24% valores morais (honestidade, coragem, integridade); 22% atributos físicos (beleza, simpatia);19% status sócio econômico (classe, situação financeira); 14% fama; 13% poder.
Percebiam ou não que alguém sentia inveja dele/dela: 65% sim e 35% não
Entre pessoas com grau de instrução superior, a percepção chegava a 75%
58% dos que recebem até 2 salários mínimos percebem e 60% membros da classe D/E percebem
O que você faz contra mau olhado: 54% nada; 38% rezar, fazer orações.
A inveja é o pecado mais conhecido em todos os níveis e classes sociais, em todos os níveis de instrução, em todas as idades, todos os lugares e por ambos os sexos. Está expressa na pesquisa exclusiva mais abrangente e completa já realizada. É O PECADO BRASILEIRO[Ventura, Z, Mal Secreto, 1998] .

Zunir Ventura também fez a sua própria pesquisa, enviando um questionário extenso, com perguntas de múltipla escolha e outras descritivas sobre a inveja para 50 psicanalistas, número igual de padres e de pais e mães de santo, por considerá-los profissionais que tem mais informação e familiaridade com a inveja, por estudo e experiência com seus fiéis e clientes. Dos psicanalistas recebeu mais de 50 respostas, que permitiram à sua assessoria tabular dados, confirmando a pesquisa:
92% dizem que a inveja aparece de forma indireta no processo de análise,
39% afirmaram que é independente de classe ( 20% que disseram ser a classe média onde mais se relata). O que o invejoso mais deseja é o fracasso do invejado, com 62 % das respostas;
O ressentimento é o sentimento mais presente nos que invejam (37%) seguido da impotência (29%).
48% das pessoas usa algum tipo de amuleto para se proteger e
46% responderam que a inveja é o pecado que ocupa o 1º lugar entre os clientes;
66% do psicanalistas responderam que a inveja é o pecado mais conhecido dos brasileiros.
O mais é invejado: sucesso (19%) seguido de atributos físicos (10%). Bens materiais (6%) e status sócio-econômico (5%) são mais invejáveis do que valores morais (só 1%)

Finalmente, nos terreiros(centros) de Umbanda e Candomblé, o autor encontrou espaços freqüentados por devotos/fiéis de todas as classes sociais, de qualquer cor, onde além de aconselhamento espiritual , pais e mães de santo fazem trabalhos para “fechar” o corpo. Um dos pedidos mais comuns, ele ouviu, é proteção contra o “olho gordo”, sinônimo popular de inveja.
Foi dito a ele que a freqüência do pedido e a crença da população na necessidade de proteção contra inveja é ampla, abrangente e geral. Todas as classes, ambos os sexos, todas as idades. Zuenir Ventura escreve o que as Mães de Santo afirmam: quem se sente muito invejado são em geral pessoas invejosas.[Ventura, Zuenir Mal Secreto, 1998 – O autor generosamente cedeu os dados para este livro, tanto desta pesquisa do IBOPE quanto da que ele mesmo fez:] Esse escritor imortal, membro da Academia Brasileira de Letras, registrou com grandeza, elegância e leveza bem carioca nosso Mal Secreto, o pecado brasileiro.

Uma outra pesquisa, exclusivamente para estudo acadêmico, foi feita com estudantes do Brasil e Estados Unidos para testar a eficácia do questionário DES – Dispositional Envy Scale , ou Escala de Disposição para Inveja – que foi aprovado e considerado eficaz. O estudo também comprovou a relação negativa entre o quociente de DES e satisfação, vitalidade e felicidade. Quanto mais alto o DES, menor a alegria e felicidade (sabemos que inveja diminui a capacidade de pensar e agir, a potência do indivíduo, sua auto preservação, e que quanto mais alto o DES, maior o ataque a si mesmo). O teste, muito simples e eficaz, consiste em oito questões, que a pessoa responde numa escala de 1 a 5 em que 1 é discordo fortemente e 5 é concordo fortemente. As perguntas do teste são[http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_serial&pid=2011-2084&lng=pt&nrm=iso]:

– Eu sinto inveja todo dia
– A amarga verdade é que eu geralmente me sinto inferior aos outros
– Sentimentos de inveja constantemente me incomodam
– É tão frustraste ver algumas pessoas terem sucesso tão facilmente
– Não importa o que eu faço, inveja sempre me aflige
– Eu sou perturbado com sentimentos de inadequação
– De algum modo, não é justo que algumas pessoas pareçam ter todo o talento
– Francamente me ressinto do sucesso de meus vizinhos

Fica o convite ao leitor para responder as perguntas, em que as respostas mais próximas 1 discordam da sentença, e as próximas ou iguais a 5 são as que confirmam as afirmações. Fortemente. Fica também o alerta que todos os seres humanos tem inveja, o objetivo do teste é identificar o NÍVEL de inveja. Se perceber seu nível alto, com fortes concordâncias, seu sentimento de felicidade está baixo. Leia os últimos capítulos com atenção.

Coach e mentoria em inteligência cognitiva

Inicio agora o trabalho de coach e mentoria através da analise das suas inteligências cognitivas,  individuais, e o seu direcionamento pessoal  – dentro do conjunto de áreas da experiência humana.   Ao identificar as direções da sua atenção, podemos verificar áreas de potenciais e facilidades, estimulando-as, e trabalhar as deficiências, para aprimorar a sua capacidade de resposta e realização.

Em um único encontro você conhece seus pontos de excelência!

Como você vê o mundo, e como aproveitar isso no seu mais alto nível – e corrigir algumas deficiencias que podem atrasar seu caminho.

ngrct@yahoo.com.br

(21)98191-0879

 

Nosso medo mais profundo

“Nosso Medo Mais Profundo”

 

“Nosso medo mais profundo não é o de não sermos bons o suficiente.

 O nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além das medidas.

 É a nossa luz, e não a nossa escuridão, o que mais tememos.

 Por isso nos perguntamos: Quem somos para nos considerarmos brilhantes, maravilhosos, talentosos, fabulosos?

Nós somos crianças de Deus. A nossa falsa humildade não vai servir o mundo.

Não há nada de iluminado nesse encolher-se para que outros não se sintam inseguros à nossa volta.

Estamos todos aqui para irradiar, como fazem as crianças e, à medida que deixamos a

nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros permissão para que brilhem também.

À medida que nos libertamos do nosso próprio medo, a nossa presença,

automaticamente, liberta os outros para que façam o mesmo.

A segurança só para alguns é, de fato, a insegurança para todos.

Depois de escalar uma grande montanha, descobrimos apenas que há muitas outras montanhas para escalar.

Marcados nessas pedras, você vai encontrar a dor da nossa luta, a tristeza das nossas

perdas e os alicerces da nossa vitória.

Para o mundo viver em paz é preciso que o círculo de luz seja expandido.”

 

                     “Our Deepest Fear”, publicado por Marianne Williamson, em 1992 no livro  “A Return to Love”.

 

Inteligência Social – Quanto mais conectados emocionalmente estivermos com alguém, maior será a força mútua.

Durante os anos 70 e 80, um grupo de cientistas americanos, liderados pelo psicólogo Howard Gardner, desenvolveu uma pesquisa em cognição humana mantida pela Universidade de Harvard. Esse projeto queria demonstrar e demonstrou que a escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a linguística, como é mais comum. Esse conhecimento e essa prática, com o tempo, foram transportados para o mundo corporativo.
Essa apropriação de ideias, essa migração de um universo para outro fez surgirem novos pesquisadores com interesses um pouco diferentes do projeto original e das ideias primeiras de Gardner e seu grupo. Daniel Goleman, também psicólogo, doutor por Harvard e professor da instituição, refletiu sobre a possibilidade da existência de uma inteligência emocional, ideia que evoluiu para os estudos de uma inteligência social, ou seja, o homem, enquanto espécie, é um ser estruturado para ser gregário ou conectado para usar uma expressão do século XXI.
Segundo o professor e conferencista americano, a neurociência descobriu que a estrutura concreta de nosso cérebro o torna sociável, independente de nossa vontade, ele nos leva a uma íntima conexão cérebro-a-cérebro sempre que nós interagimos com outra pessoa. “Esta ponte neural nos permite ‘atritar’ nosso cérebro, e assim o corpo, com todo mundo com que nós entramos em contato, da mesma maneira que eles fazem conosco. Mesmo nossos mais rotineiros encontros são regulados no cérebro, iniciando emoções em nós, algumas agradáveis, outras não. Quanto mais conectados emocionalmente estivermos com alguém, maior será a força mútua”, ele sentencia.
Uma vez entendido isso, poderemos trabalhar a forma como nos relacionamos e aprender mais com os resultados de nossas relações como se fôssemos cobaias de nós mesmos. Entendemos nossas interações poderemos aprender a regular nossas emoções decorrentes delas. Viver em grupo implica poder se relacionar com as pessoas sem que cada contato físico ou emocional seja um tormento para os membros dessa comunidade. Quanto mais pudermos entender como as emoções resultantes desses encontros podem ser trabalhadas, mais proveitosos serão os resultados das tarefas produzidas por esse conjunto de pessoas.
Nossos sentimentos resultantes de relações com o outro podem ter consequências de longo alcance, podem se esgueirar através de nossos corpos, afetando a produção de hormônios que regulam os sistemas biológicos e imunológicos. A descoberta de Golemam  então nos dá  uma conclusão surpreendente: tudo que resulta de nosso contato com as outras pessoas do círculo em que vivemos nos afeta não só emocionalmente, mas também biologicamente, o que a longo prazo pode ter consequências imprevisíveis. Um mal relacionamento pode nos fazer imunologicamente mais fracos e, via de consequência, mais vulneráveis a ataques biológicos externos.
O que parece que nos sobra disso é tentar entender a nós mesmos, não só enquanto lidamos com as nossas emoções, internamente, mas também com como nos relacionamos com o outro. Viver em grupo não só é uma necessidade cada vez mais imperativa como pode mudar a forma como seremos biológica e psicologicamente no futuro. Segundo o psicólogo, nós nos percebemos por intermédio das somas totais dos membros de um grupo, criamos assim um ao outro. Líderes e liderados precisam reconhecer e aceitar isso. Possuir inteligência social, portanto, é um imperativo de ordem par ao sucesso profissional no século XXI: ou aprendemos a nos relacionar e galgamos postos, posições e aliados ou continuamos a caminhar sozinhos e vemos a luz do nosso horizonte cada vez mais distante, até virar um ponto indefinido numa imensidão inalcançável.